10 de dezembro de 2006

O Natal

Neste Natal haverá onze guardanapos à mesa. Temos de decidir quem vai ser o Pai Natal. Apesar de o membro mais novo da família já ter 22 anos, precisamos sempre da presença bonacheirona do Pai Natal. Depois das prendinhas, por tradição familiar dia 24, vestimos os casacos, o cachecol e as luvas e vamos ver o Menino Jesus.

Tenho de marcar uma consulta familiar no psicólogo.
Até porque já me apetece mudar de sofá.

Os Natais de infância eram marcados pelos packs de 48 marcadores molin. Lembro-me de hesitar na escolha do verde para pintar a erva. Era, definitivamente, a parte mais feliz do Natal. Esta possibilidade de escolha entre cinco ou seis tons da mesma cor fazia-me esquecer a frustração de nunca me terem pedido para recitar um poema, para cantar uma canção ou para tocar aquela música de Natal. Acredito que há famílias que permitem este tipo de expressão artística, mas não é a minha. Deve ser por isso que temos um Pai Natal para dez adultos.