30 de novembro de 2006

Mister Cellophane

If someone stood up in a crowd and raised his voice up
way out loud
and waved his arm and shook his leg.
You'd notice him
If someone in the movie show yelled,
"Fire! In the second row! This whole place is a powder keg!"
You'd notice him
And even without clucking like a hen.
Everyone gets noticed now and then
Unless of course that person it should be
Invisible, inconsequential me....
Cellophane
Mister Cellophane
Should I bend my name
Mister Cellophane
Cause you can look right through me
Walk right by me
And never know I was there
Suppose you was a little cat residing in a persons flat
who fed you fish and scratched your ears.
You'd notice him
Suppose you was a woman wed been sleeping in in a double bed
beside one man for seven years.
You'd notice him.
A human being is made of more than air.
With all that bulk your bound to see him there.
Unless that human being next to you is...
Unimpressive, undistinguished you.
No, who....
Should I bend my name
Mister Cellophane
Cause you can look right through me.
Walk right by me
and never know I'm there..
I hope I haven't taken up to much of your time.

29 de novembro de 2006

Us, Ourselves and We

As crianças fecham os olhos na esperança de ficarem invisíveis ou na esperança que algo se torne invisível.
Os adultos fecham-se em casa ou nos blogs. Entramos no café da esquina para o cafezinho diário e evitamos não olhar os outros nos olhos, na esperança de não sermos vistos. Compramos um Ipod para não ouvir o mundo e a nossa própria consciência, ou fingimos que estamos muito ocupados a responder a mensagens urgentíssimas.
Noutros dias, saímos de casa a cantarolar qualquer coisa, uma música de Natal ou qualquer coisa de Sérgio Godinho, olhamos as pessoas nos olhos, sorrimos e somos espontâneos. E, o mais importante, esperamos encontrar alguém conhecido: o amigo de infância, aquele colega da universidade ou mesmo aquela pessoa que meteu conversa connosco no Metro.

Hoje não quero pensar
Quero ficar a ver-me no papel de protagonista
E logo hoje que até esteve um belo dia de Sol

28 de novembro de 2006

ai estes dias...

Não bebo , não fumo e, ultimamente, não fodo.
Para alimentar a alma comprei maracujás.

25 de novembro de 2006

Eu sou um bicho
como como os bichos,
rebolo na lama como os bichos,
escondo-me como os bichos se escondem doutros bichos,
caio e levanto-me como os bichos caiem e se levantam
quando são empurrados por outros bichos.
E só não cuspo como os bichos,
porque bichos como eu não cospem como bichos.


Me, myself and I

16 de novembro de 2006

O Referendo e o Aborto


Se o referendo fosse hoje votaria não. Eu sei que ninguém me perguntou nada e que o voto é supostamente secreto. Vou votar não, não por razões políticas ou religiosas, mas porque considero que a liberalização do aborto em Portugal é um capricho. Passo a explicar:
a) está regulado que em condições de má formação do feto ou em casos de violação o aborto é permitido, cabendo aos pais ou à mãe tomar essa decisão.
b) Quais são as condições e as repercussões da liberalização? Tem havido pouca informação quanto ao conteúdo da futura nova lei. Os abortos serão feitos em hospitais públicos? Serão comparticipados? As futuras não-mamãs pagarão o tempo de estadia no hospital? Os medicamentos, em caso de complicações, serão comparticipados? Serão criadas novas alas para estes casos ou simplesmente se transferem os doentes crónicos para os corredores ou para a despensa, deixando as camas vagas para as não-mamãs? Se eu fizer um aborto posso mandar o recibo para a ADSE?
Como dizia, tem havido muita desinformação, mas o poder político sabe disso e gosta que seja assim. Ir votar sem que se saibam as condições da futura lei é como pedir um cartão de crédito sem saber as condições. Passado um ano descobrimos que andamos a pagar 30% de juros e temos a casa penhorada.

Voltando à vaca fria, penso que não temos condições para legalizar o aborto. É sabido e sentido que fecharam maternidades, que existem doentes crónicos sem a devida assistência, que há listas de espera para doentes cancerígenos e para transplantes, que há doentes que não tomam toda a medicação porque não têm dinheiro para a comprar. Se querem cumprir com a proposta feita em tempos de eleições, proponham a legalização em clínicas privadas e custeadas pelas não-mamãs. Parece-me que há casos mais prioritários à espera de solução. E se o aborto se legalizar e se for custeado por todos nós contribuintes, será justo custear as inseminações artificiais e os programas de fertilidade, ou só a destruição é que é importante?
E depois ninguém engravida por acaso, ou já há relatos de gravidez por sexo telefónico? Caso não saibam o IPJ e os Centro de Saúde distribuem gratuitamente pílulas e preservativos (ainda sem sabor nem estrias, mas lá chegaremos!).

8 de novembro de 2006






Basta um olhar,
um beco,
um fio de luar.
Folhas velhas que rastejam pela calçada...
Será o nosso segredo.
Correremos pelas ruas desertas,
exorcizando os espíritos que não existem.
O mar, aqui ao lado, acaricia as rochas com uma paixão violenta
e espalha o seu calor, borbulhando na areia.
A nossa alma ficou colada nas paredes da cidade que vai amanhecendo.
Sorrimos às gaivotas que nos saúdam...
Só elas e os amantes nocturnos, os boémios, se despem de noite e despem a noite.
Ao som das músicas rústicas e desafinadas dos músicos de rua
embalamos os nossos medos.
O Sol nasce
É tempo para mais uma dança
enquanto as andorinhas nadam na brisa matinal.
Abrimos os braços e acolhemos a aurora.

Não é aqui que vivemos...
Arrastamo-nos para a realidade
Até mais uma noite...
Numa mesma cidade...


Me, myself and I