30 de maio de 2007

28 de maio de 2007

Crawling Up A Hill

Living behind the hills

Qualquer dia deixo o emprego, a tese e o mundo para me dedicar à agricultura. R'ais parta as pessoas ignorantes e incompetentes que nos fazem odiar todas as horinhas da nossa vidinha. Haja paciência!

25 de maio de 2007

Blog com uma variedade da Lycopersicum cerasiforme


Ah pois é! Não é todos os dias que se é premiado com uma variedade da Lycopersicum cerasiforme, originária do Perú.

Passo a tomatada a :
Obrigada Braganzonia por tão deliciosa distinção :)

Ainda Mário Lino

De acordo com a Wikipedia, "o Poceirão é uma freguesia portuguesa do concelho de Palmela, com 147,07 km² de área e 4 304 habitantes (2001). Densidade: 29,3 hab/km².
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Poceir%C3%A3o"

Perante isto, perguntei lá em casa: "Se o Poceirão é um deserto onde ninguém trabalha nem ninguém vai à escola, o que é que nós somos (Trás-os Montes)?" ao que o meu irmão respondeu: "Merda". O meu irmão está no bom caminho, mais uns anitos e chega a ministro!

24 de maio de 2007

Mário Lino: o homem das ideias desertas

"O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, esclareceu, ao final da noite de ontem, que utilizou a expressão "deserto" em relação às localizações alternativas para o novo aeroporto de Lisboa - Poceirão, Rio Frio e Faias - e não à região da Margem Sul do Tejo."

Mas estas freguesias não são na margem sul??!!

A Justiça é cega...

...surda e muda e consta-se que tem um atraso mental.

Alguém me explica isto:



"O médico João Aurélio Duarte foi condenado a seis anos de prisão por um crime continuado de burla agravada, num processo em que foi acusado de enganar o Estado através da ADSE (Assistência na Doença aos Servidores do Estado)."

http://jn.sapo.pt/2007/05/24/ultimas/M_dico_condenado_a_seis_anos_de.html



"O antigo médico da Casa Pia Rui Dias, que foi julgado por alegadamente ter prescrito indevidamente centenas de análises a alunos da instituição, para despiste de doenças sexualmente transmissíveis, foi hoje absolvido, nos Juízos Criminais de Lisboa."

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1294312&idCanal=undefined

acho que já percebi: burlar o estado é crime, mas mandar fazer análises em massa a crianças para despistar DST é normal!!!

Encerramentos...

"Daqui não saio, daqui ninguém me tira!". Foi com esta e outras palavras de ordem que os alunos do pólo da Universidade de Trás - os - Montes e Alto Douro (UTAD) em Miranda do Douro demonstraram ontem a posição face ao eventual encerramento daquele estabelecimento de Ensino Superior.
http://jn.sapo.pt/2007/05/24/norte/encerramento_polos_utad_contestacao.html


Estas decisões económicas revoltam-me os fígados. Para além de favorecerem a centralização de serviços, dinheiro, poder e vida nocturna; obriga à concentração da produção científica. Qualquer dia só há pólos da Universidade de Lisboa: todos a pensar da mesma forma, todos a escrever sobre o mesmo, a pensar de forma uniformizada, a vegetar simplesmente... como são tristes as decisões economicistas.

21 de maio de 2007

Piada do dia

Agricultores de Murça vão receber ajuda do Estado

Daqui a uns mesitos chegam as queixas e as desculpas, a papelada e a pobreza franciscana do Interior volta a aparecer na TVI.

Ironias

Encontrei uma revista de viagens, não consigo precisar o nome, na minha casa de banho. Dentro dela, um artigo de Francisco José Viegas sobre a visão preconceituosa que temos da América. Segundo este autor, que muito aprecio, na América existem mais bibliotecas que lojas MacDonald's enquanto que em Portugal há mais estádios que bibliotecas. Curiosamente, no seu blog origemdasespecies.blogspot.com há inúmeras entradas relativas ao futebol e muito poucas, ou nenhumas, sobre bibliotecas. Será que já se fartou de livros ou falar de futebol é típico do português?

Inacreditável...

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1294471&idCanal=undefined

"Um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates."

Estavamos todos bem aviados se os chefes nos proibíssem de falar em política, graus académicos duvidosos e cunhas.

E o meme vai para...

Castro de Avelãs

Está na hora da passagem de testemunho. Para novos memes sobre o tema "Paraíso natural" passo a palavra escrita a:

Daniel http://alwaysonroad.blogspot.com/
Nélio: http://und3rblog.blogspot.com/

Há precisamente um mês e um dia...

...que o limbo deixou de existir. E agora, para onde vão as pessoas assim assim? A ideia de limbo era reconfortante, até para os menos crentes. Por outro lado, se a Igreja pode pôr e dispor dos espaços para além da morte, podemos continuar a acreditar na "vida casta" de Jesus Cristo e dos Santos? Ou não será o amor carnal a melhor maneira de atingirmos o Nirvana e o próprio Deus? Eu sou pelo orgasmo!

14 de maio de 2007

Monday is the cruelest day

“April is the cruelest month, breeding lilacs out of the dead land, mixing memory and desire, stirring dull roots with spring rain.”
T.S. Eliot

Monday is the cruelest day, breeding asleep people out of the bed, mixing memory and desire, stirring dull roots with spring rain.

9 de maio de 2007

Recebi um Meme!

A minha compatriota Porca da Vila passou-me o testemunho.
De acordo com a versão inglesa da Wikipedia, um meme (termo utilizado por Dawkins: 1976)é:

any cultural entity (such as a song, an idea or a religion) that an observer might consider a replicator. He hypothesised that people could view many cultural entities as replicators, generally replicating through exposure to humans, who have evolved as efficient (though not perfect) copiers of information and behaviour. Memes do not always get copied perfectly, and might indeed become refined, combined or otherwise modified with other ideas, resulting in new memes. These memes may themselves prove more (or less) efficient replicators than their predecessors, thus providing a framework for a theory of cultural evolution, analogous to the theory of biological evolution based on genes.
E eis que, do meio dos montes, se pariu mais um "Paraíso Natural"

8 de maio de 2007

Paraíso Natural






Para além das recordações visuais que retenho da Serra da Nogueira, do Montesinho ao fundo, e da “Grande Casa” que é o Marão, não posso deixar de honrar o paraíso natural que é a tradição oral transmontana. Este conto foi-me transmitido oralmente pelo meu avô, “Deus o tenha”. Como é tradição, no Inverno à volta da lareira e no Verão à fresca, numa altura em que não havia net para as massas, telemóveis ou IPod, numa época em que havia urgências 24horas, partos no hospital local e menos incêndios, há precisamente vinte anos.
Cento e um ao dia
Esta estória passa-se no tempo dos almocreves, vendedores de azeite ambulantes que transportavam o precioso líquido em odres carregados por um burro ou cavalo.


Era uma vez um almocreve que andando de aldeia em aldeia teve de passar por um pinhal. Encontrou um camponês que lhe disse:
- Ouça lá, vossemecê não estará interessado em me comprar um cão?
- E para que quero eu o cão?
- Este não é um cão normal. Basta soltá-lo e começar a dizer “cento e um ao dia” “cento e um ao dia” para o cão lhe trazer cento e um coelhos por dia. Vai poder enriquecer facilmente.
O almocreve, porque estava farto de andar a vender azeite, comprou o cão.
Diz-lhe o camponês:
- Só solte o cão quando já não me avistar. Caso contrário, ele vem atrás de mim.
O que o almocreve não sabia era que dentro do saco não estava um cão, mas uma raposa. Quando já não avistava o camponês decidiu soltar o cão. Mal abriu o saco, a raposa fugiu. Começa, então, o almocreve:
“Cento e um ao dia”; “cento e um ao dia”
Aproxima-se de um cemitério onde estavam a enterrar pessoas que tinham morrido devido a uma epidemia. Ao ouvir esta lengalenga, os familiares pensaram que o almocreve desejava que morressem “cento e um ao dia”. Decidiram dar-lhe uma tareia e ordenaram-lhe que dessa hora em diante dissesse:
“ Que não morra nenhum”; “ Que não morra nenhum”
O Almocreve continuou, então, até à entrada da povoação, dizendo:
“ Que não morra nenhum”; “ Que não morra nenhum”

Estávamos na época da matança do porco. Dois compadres tentavam matar dois porcos, mas não conseguiam, porque os animais andavam sempre a cair do banco.
Passa o almocreve pela rua a chamar:
-“ Que não morra nenhum”; “ Que não morra nenhum”
Os dois compadres ao ouvirem isto vão-se ao almocreve para o zurrar. Dizem-lhe:
- A partir d’agora vais dizer: “ coma-o com paz e saúde você e a sua mulher”
Ia o almocreve pela aldeia:
- “ Coma-o com paz e saúde você e a sua mulher”
Estava um homem detrás de uma meroça a fazer as suas necessidades quando ouviu:
- “ Coma-o com paz e saúde você e a sua mulher”
Pensou que estava a gozar com ele. Levantou-se e esmurrou-o. Disse-lhe:
- Agora vais dizer: “Pitas o rapem e recos o fossem”
- “Pitas o rapem e recos o fossem”; “Pitas o rapem e recos o fossem”
Estava uma família a semear o cereal quando ouviu: “Pitas o rapem e recos o fossem”. Juntaram-se e deram-lhe uma sova. Em vez de “Pitas o rapem e recos o fossem” teria de dizer: “ Que saia todo”; “ Que saia todo”.
O almocreve continuou a sua caminhada, já todo esmuchilado, dizendo: “Que saia todo”.
Passou à frente dum quinteiro, onde deitavam o azeite num odre. Como estava furado, o azeite vertia. Estavam nesta aflição quando ouviram: “ Que saia todo”; “ Que saia todo”.
Largaram o azeite e a vasilha. Deram-lhe uma trepa e avisaram-no:
-“Que não saia nenhum”; “Que não saia nenhum”!
Lá ia o desgraçado do almocreve dizendo “Que não saia nenhum” quando passou por dois padres montados em dois cavalos atolados na lama. Ao ouvirem “Que não saia nenhum” pensaram que um homem lhes estava a rogar uma praga. Um lá conseguiu sair da lama, saltou do cavalo e bateu-lhe. Disse-lhe:
- A partir de hoje apregoarás “Assim como saiu um que saia o outro”
O almocreve foi-se arrastando, dizendo “assim como saiu um que saia o outro”.
Calhou de se cruzar numa ponte com um cego de um olho. Este, ao ouvir “assim como saiu um que saia o outro”, julgou que estava a gozar com a sua pouca sorte e tentou-lhe bater. Como estavam numa ponte, acabaram por cair os dois ao rio.
Ainda hoje lá vão...
Desafio qualquer pessoa a vir a Trás-os-Montes para sentir o peso transcendente do verdadeiro paraíso. Quem não sente a magia milenar destas pedras ou tem um problema emotivo ou nunca beijou à luz do luar no meio do nada.
Obrigada Porca da Vila