27 de abril de 2007

Médicos de prevenção em casa

"No capítulo dos SAP’s, a diferença maior incide sobre a situação dos médicos que, até aqui, estavam de serviço nos Centros de Saúde durante toda a noite, e agora passam a estar contactáveis nas suas casas, recebendo muito menos do que recebiam até aqui. " Fonte www.bcd.pt

Esta medida é óptima. Penso que deviam fazer o mesmo com os professores: mandavam os putos para a escola, onde só estavam as auxiliares e, no caso de haver alunos com dúvidas, chamava-se o professor que estava em casa de prevenção. O mesmo se aplicaria ao corpo de segurança que deixava a velha farda para passar a agir de robe e chinelos. Claro que estas medidas inteligentíssimas chegariam, igualmente, ao corpo de assessores. Em vez das centenas que se pavoneiam junto dos ministros, passariamos a ter uma unidade 24 horas de prevenção. Já agora, o que é preciso para ser assessor?

Não posso deixar de mostrar o meu contentamento face às medidas inteligentíssimas desta legislatura. As mesmas deveriam ser copiadas pelas famílias numerosas que têm de esticar o orçamento mensal. Começam a despedir os filhos e aplicam o que sobra em bens de luxo para consumo próprio. É a isto que eu chamo inteligência fora de série. Um exemplo a copiar, sem dúvida...

25 de abril de 2007

O Nosso Mundo é Este ...

O nosso mundo é este
Vil suado
Dos dedos dos homens
Sujos de morte.
Um mundo forrado
De pele de mãos
Com pedras roídas das nossas sombras.
Um mundo lodoso
Do suor dos outros
E sangue nos ecos
Colado aos passos…
Um mundo tocado
Dos nossos olhos
A chorarem musgo
De lágrimas podres…
Um mundo de cárceres
Com grades de súplica
E o vento a soprar
Nos muros de gritos.
Um mundo de látegos
E vielas negras
Com braços de fome
A saírem das pedras…
O nosso mundo é este
Suado de morte
E não o das árvores
Floridas de música
A ignorarem
Que vão morrer.
E se soubessem, dariam flor?
Pois os homens sabem
E cantam e cantam
Com morte e suor.
O nosso mundo é este….
( Mas há-de ser outro.)

José Gomes Ferreira

24 de abril de 2007

GRANDOLA, VILA MORENA

Porque amanhã é dia de fraternidade e de liberdade

Conta-me como foi...

A RTP estava no bom caminho, uma boa grelha de programação, o melhor serviço de informação, idóneo e sem as especulações da TVI, com boas séries, até que....

"Conta-me como foi" retrata a vida e o país desde 1968, tendo como fio condutor a história da família Lopes." Até aqui é aceitável, relativamente aceitável... "Conta-me como foi" é uma série de ficção adaptada da série espanhola “Cuentame como pasó”. Mau. Aqui está algo que eu nunca percebi. Por que é que compramos guiões de progamas, telenovelas, concursos. Será que os criativos lusos são acéfalos?
"Como a original, a série portuguesa tem como objectivo retratar de forma bem humorada o ambiente socio-económico desde finais da década de 60." Bem humurado... tanto quanto sei, não era tempo para grandes paródias!

"Conta-me como foi retrata, acima de tudo, o modo de viver e pensar de uma sociedade ainda fechada sobre si, os papéis e as ambições sociais de homem e mulher, de jovens e idosos, os tabus de uma época e a gradual e desconfiada abertura a novas mentalidades.Conta-me como foi tem o objectivo de retratar, em forma de ficção, a vida e o país desde 1968; sem espírito saudosista, sem abordagens moralistas, sem juízos de valor, sem tomar partido por nenhum lado da história, sem aspirações documentalistas; com a ambição de entreter, com a vontade de mostrar e dar a conhecer o passado, com a certeza de ser uma oportunidade descontraída de recordar, rever e reviver um tempo que faz parte da história pessoal de milhões de portugueses."
Eu sei que esta série até pode ter fins didácticos, mas só me apraz dizer : Que merda é esta? Será este o último golpe do Salazar? O último pedido antes da sua queda?

Este não é o único político que comprou os estudos


Este é o Cristiano que não acabou os estudos


Professor de Educação Física procura colégio para leccionar. Também dou bons toques na bola.

12 de abril de 2007

Blue October

porque me dá prazer

Eu hedonista me confesso


O prazer tem um grande espaço na minha vida. Grande parte das minhas decisões são feitas tendo por base aquilo que me dá prazer fazer. Não tomo decisões calculistas, baseadas numa possível progressão da carreira ou pelo alcance de um estatuto social ou económico, e quem o faz repugna-me. Não percebo como é que se consegue viver da mesma maneira que se joga Monopólio ou Risco.
Mas prazer não é amor e quantas vezes renunciamos aquilo que nos dá prazer pelo amor? Claro que o superego também não ajuda. A minha mãe costuma dizer “o que tem de ser, tem de ser” e o ter de ser tem muita força! Mas há muitas formas de ultrapassar a pressão social. As amizades, por exemplo. Eu perdoo sempre, não volto é estar a jeito para mais uma desilusão. Depois de algumas desilusões fecho as portas para sempre. O mesmo acontece com o amor, mas este tem muitas portas abertas e as desilusões fecham algumas, mas também deixam outras entreabertas.