8 de novembro de 2006






Basta um olhar,
um beco,
um fio de luar.
Folhas velhas que rastejam pela calçada...
Será o nosso segredo.
Correremos pelas ruas desertas,
exorcizando os espíritos que não existem.
O mar, aqui ao lado, acaricia as rochas com uma paixão violenta
e espalha o seu calor, borbulhando na areia.
A nossa alma ficou colada nas paredes da cidade que vai amanhecendo.
Sorrimos às gaivotas que nos saúdam...
Só elas e os amantes nocturnos, os boémios, se despem de noite e despem a noite.
Ao som das músicas rústicas e desafinadas dos músicos de rua
embalamos os nossos medos.
O Sol nasce
É tempo para mais uma dança
enquanto as andorinhas nadam na brisa matinal.
Abrimos os braços e acolhemos a aurora.

Não é aqui que vivemos...
Arrastamo-nos para a realidade
Até mais uma noite...
Numa mesma cidade...


Me, myself and I

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