12 de abril de 2007

Eu hedonista me confesso


O prazer tem um grande espaço na minha vida. Grande parte das minhas decisões são feitas tendo por base aquilo que me dá prazer fazer. Não tomo decisões calculistas, baseadas numa possível progressão da carreira ou pelo alcance de um estatuto social ou económico, e quem o faz repugna-me. Não percebo como é que se consegue viver da mesma maneira que se joga Monopólio ou Risco.
Mas prazer não é amor e quantas vezes renunciamos aquilo que nos dá prazer pelo amor? Claro que o superego também não ajuda. A minha mãe costuma dizer “o que tem de ser, tem de ser” e o ter de ser tem muita força! Mas há muitas formas de ultrapassar a pressão social. As amizades, por exemplo. Eu perdoo sempre, não volto é estar a jeito para mais uma desilusão. Depois de algumas desilusões fecho as portas para sempre. O mesmo acontece com o amor, mas este tem muitas portas abertas e as desilusões fecham algumas, mas também deixam outras entreabertas.

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