A Outra Margem
Só depois de muita birra e de algumas semanas a ver comédias românticas, consegui ir ver A Outra Margem. Estariam vinte pessoas na sala de cinema, entre jovens e casais homo e hetero. Posso dizer que foi dos melhores filmes portugueses que vi até hoje. Diria mesmo o melhor se não tivesse razões afectivas para gostar tanto do Tentação.
Num mês em que a grande estrela do cinema luso foi o filme Corrupção, que não fui ver nem tenho intenções de ir, foi possível que A Outra Margem passasse despercebida. O facto de ter sido merecedor de um prémio internacional não foi suficiente para merecer uma pequena reportagem, à excepção da entrevista no jornal da 2: Não sei se por negligência, xenofobismo, ou porque a Carolina Salgado estava maquilhada na ante-estreia. O que sei é que A Outra Margem fala de sentimentos, da necessidade que temos de amar como de respirar e dos sacrifícios que fazemos por amor.
Na outra margem estamos todos quando somos racistas, descriminatórios, egoístas ou egocentristas, o que faz da aldeia global um rio com muitas margens.


2 comentários:
parece apelativo o filme. tbém não vi "corrupção" nem faço intenção de ver. ca para mim vai ser o fiasco do ano
Olá 'Different',
Vejo isto um bocado parado! Espero que não te tenha acontecido o mesmo que a mim!
O Rui [Veloso] troca os 'vês' pelos 'bês'. Para não lhe ficar atrás, resolvi trocar o 'i' pelo 'y'. Isto para explicar que por 'razões de ordem técnica' — leia-se 'burrice porcina' — fui forçada a mudar o "Braganzónia" para novo endereço — "http://braganzonya.blogspot.com".
[Fácil, pois basta trocar o 'i' por um 'y']
Fica o meu pedido para que seja corrigido o 'link' para lá, e as minhas desculpas pelo inconveniente.
Um Xi da Porca
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