7 de novembro de 2007

Ainda Booniy e Shalimar ou Catherine e Heathcliff



"Quando Booniy Kaul e Shalimar o Palhaço se apaixonaram não precisaram de ler livros para saberem o que lhes estava a acontecer. Eram capazes de ser verem de olhos fechados, de se tocarem sem qulaquer contacto físico, de ouvirem as palavras de amor sem nada pronunciarem e sabiam sempre o que cada um estava a fazer ou a sentir mesmo estando em extremidades opostas de Pachigan, ou a dançar, a cozinhar ou a actuar longe um do outro em cidades perdidas e longínquas."



Rushdie, Salman (2006) Shalimar o Palhaço, Dom Quixote, p.313

Esta passagem lembra-me, inevitavelmente, o romance de Catherine e Heathcliff em Wuthering Heights (Emily Brontë), levado suberbamente à grande tela, numa das muitas versões, por Juliette Binoche e Ralph Fiennes.
Todos os grandes amores deviam ser assim: apaixonados, desgastantes, intuitivos, omnipresentes, bidireccionais...





1 comentário:

Alien David Sousa disse...

Tenho de concordar.

"não precisaram de ler livros para saberem o que lhes estava a acontecer. Eram capazes de ser verem de olhos fechados, de se tocarem sem qulaquer contacto físico,"

Kiss